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Tag Archives: violência

Política Do Pão E Circo

“Bandido bom é bandido morto”. De fato, essa fala repercute em diversas regiões brasileiras. Essa expressão foi proferida pelo querido Capitão Nascimento (não sei se no segundo ou no primeiro filme). Logo em seguida o personagem afirma, e eu apoio quando ele o diz, que essas pessoas da classe média só querem saber disso mesmo (tá… não to afim de baixar o filme para transcrever exatamente o que foi dito, mas foi nesse contexto).

Quando olhamos para um suposto criminoso sendo preso, passa pelas nossas cabeças de que tal indivíduo deve ser punido. Oras, o sistema penal é pra isso não é? Ser utilizado para punir aqueles que comprometem a sociedade. Afinal, o ideia de reintegrar esse perigo à sociedade não se vê como uma possibilidade concreta, a poítica utópica do bem-estar social (tentei explicar isso em uma análise sobre o filme Laranja Mecânica). Eles apenas devem ser jogados na prisão e cumprir penas.

Esse pensamento advém de uma cultura histórica do nosso país mesmo, ou até bem antes. Apesar de muitos não acharem a história relevante (..I..), temos certeza de que aspectos “tradicionais” ainda persistem hoje em dia. Perduram, mas consigo ver que estamos melhorando em certas coisas. Bem… de fato, a nossa sociedade ainda é punitiva. Não importa o motivo, ou como se deu para que tal crime ocorresse, importa é saber se tal pessoa irá ser punida.Deve-se observar também que tal punição é bastante surreal, quando olhamos para aqueles princípios da dignidade da pessoa humana…

Não estou colocando aqui uma verdade absoluta. Tem gente que não pensa assim. No entanto, façamos um teste: vamos sair perguntando se deveria existir pena de morte para certos crimes, ahn, “relevantes”. Muitos brasileiros afirmarão que deve existir. Outros podem optar por uma prisão perpétua. Enfim, a sociedade quer que se puna, mas que seja uma punição severa. Por isso não concordo com um governo “democrático” (desabafo).

Considero estranha essa posição de punição. Lembra muito o pão e circo adotado durante a antiguidade clássica. Onde as pessoas iam ao coliseu passar o tempo. Sabe como é né… não tinha tv, ou internet, daí ver indivíduos sendo devorados por leões ou mortos por gladiadores era um passatempo divertido. Persistiu até mesmo nas revoluções burguesas. Aí sim, ver cabeças rolarem quando a guilhotina era usada… um show e tanto.

Destaco que essa presença de violência não se restringiu somente aqui. Só acho engraçado que aqui (Brasil… só conheço o sistema penal brasileiro), com o uso do sistema penal, há essa questão de se punir de forma legitimizada e selecionadora. Um punir que escolhe os personagens do palco. Pois, existe esta peça em que as personagens estão postas lá para atuarem. Depois da cena I, talvez conseguimos presenciar a cena II, isso quando o indivíduo consegue voltar com vida ao mesmo cenário. Claro, aplaudimos quando um criminoso é posto na cadeia.

O sistema penal escolhe e pune apenas uma parcela da comunidade. Tal capacidade de escolha é dada a quem? A maioria? Esse pessoal só quer saber quem vai ser punido. Claro que detentores do “poder”. Não vou entrar em campo da corrupção… deixarei isso para o dia 21. Importa salientar que as penas, se pararem para pensar, são simplesmente dirigidas àqueles escolhidos. Ou você acha que o aumento da pena de morte é dirigida aos políticos?

Essa manutenção de se punir o outro. Punir aquela pessoa dita indesejável; é apenas uma maneira de alimentar esse desejo “vingativo” da sociedade. Alimentar e segregar a sociedade. Definir parâmetros e conservá-los.

 
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Posted by on 17/04/2012 in E Como Anda O Brasil?

 

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Conteúdo Away…

Laranja Mecânica


Ando sem ideias para escrever algo de bom e inovador no blog. Estou cansado de ouvir propostas e acusações políticas. Então… decidi escrever sobre a famosa “laranja mecânica” que um dos personagens do livro de Anthony Burgess  menciona. O livro tem o mesmo título que a expressão mencionada. Complicado de ler o livro… por causa da linguagem. Não pelo fato de usar uma liguagem rebuscada, mas sim por usar um vocabulário muito estranho XD. Vou contar apenas um resumo do livro antes de “filosofar” sobre a tal laranja (na minha opinião, o livro é bem melhor que o filme… sempre foi né?).

Em um contexto de violência extrema, Alex e seus “drugues” se divertem fazendo tudo o que uma gangue faz: roubando, espancando pessoas e um monte de outras coisas. No desenvolver da história, Alex é preso e submetido ao tratamento inovador da época (Ludovico). Após sair da prisão como uma pessoa recuperada (na verdade ele só deixa de fazer coisas ruins, pois quando as comete sente dor…), a personagem passa a ser vítima das pessoas que ele havia tratado mal. Esse é um resumo resumido hauahauhauah. Enfim leiam que vocês irão gostar (ou não né? cada um com sua preferencia…).

Na parte em que Alex está se divertindo, ele e seus companheiros invadem uma casa. Nela mora um escritor que escreve um livro chamado Laranja Mecânica. Uma parte do pensamento de Alex sobre o livro: “(…)Parecia ser escrito num estilo assim muito bezúmine, cheio de Ahs e Ohs e essa quel toda, mas o que parecia querer dizer era que todas as liúdes, hoje em dia, estavam sendo tranformados em máquinas e que na realidade elas eram mais um produto natural, assim como um fruto (*A Laranja). O F. Alexander parecia achar que nós todos assim crescemos no que ele chamava ÁRVORE-MUNDO, no pomar do mundo e que assim Bog ou Deus plantou e que nós estávamos nele porque Bog ou Deus precisava mitigar a sua sede de AMOR, uma quel dessas.(…)”.

Daí eu compartilho este pensamento que li em uma comunidade. As pessoas que nasciam na árvore-mundo seriam todos os indivíduos de uma sociedade. No entanto, dada a capacidade de escolha que Deus nos deu, podemos ser pessoas boas ou más. Quando alguém é bom estaria na árvore. Surge então a laranja mecância: aquela pessoa ruim que foi imposta a bondade nela. Ou seja, o indivíduo ruim seria recolocado na árvore a força. Algo que o próprio Deus não aprova, pois os frutos ruins deveriam cair dessa árvore-mundo. Eu acredito que pessoas ruins possam conviver conosco, mas a partir do ponto que elas realmente querem aceitar a bondade. Assim como no filme, impor a uma pessoa o jeito correto de agir não irá mudá-la…

 
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Posted by on 21/09/2010 in Sem Explicações...

 

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Os Nossos Contemporâneos

Violência em plena juventude

Atos corriqueiros de brigas e violência no nosso mundo não são algo assim tão inovador. Retratar sobre a violência nos bairros menos favorecidos, tem sido trabalho da imprensa. Os noticiários sempre enfocam a formação de quadrilhas, ponto de tráfico de drogas, mortes ou internação de indivíduos. Esse tipo de conduta chegou às escolas, o que também não é muita novidade. Me preocupo com os tipos de medidas a serem tomadas para controlar essa geração violenta de jovens. Dizem que deve-se fazer um tratamento emocional envolvendo os pais e o jovem. No entanto, essas crianças são instruídas pelos próprios pais. Tive oportunidade de ouvir relatos de pessoas que presenciaram fatos originários da região do Entorno do DF, onde adultos ensinam aos filhos maneiras “certas” de resolverem pequenos casos, como discussão após uma partida de futebol entre colegas de turma. Realmente, quando falam que a esperança se encontra nos futuros adultos, paro e reflito umas duas vezes ou mais…

 
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Posted by on 28/08/2009 in Crises Mundias?!

 

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