Usina de Belo Monte e sua polêmica
Acontecimentos recentes esquentam, mais ainda, o clima na região Norte do Brasil. A construção da hidrelétrica que irá, ou não, revolucionar a questão de consumo energético é o motivo de conflitos de interesses. Estamos falando da futura 3ª maior usina do mundo: Belo Monte (Pará, no rio Xingu). Encontrava-se há mais de trinta anos no papel, somente agora que o projeto está ganhando “corpo”. Apesar dos vários benefícios apontados pelo governo, como a disponibilidade de energia elétrica mais barata, o projeto foi, e ainda é, palco de vários movimentos oposicionistas. Pricipalmente de ambientalistas e dos povos indígenas. Os primeiros, de uma forma ousada, entregaram de presente à sede da ANEEL 3 toneladas de puro esterco (deve estar com um cheiro agradável ainda hoje). Já os indígenas declararam guerra. “Se quiser construir Belo Monte deve mandar matar todos os indíos”, palavras do cacique caiapó, Megaron Txucarramãe.
Sempre existirá impactos ambientais quando se trata de projetos dessa magnitude. Temos de observar que um aumento nas condições de vida de alguns prejudica situações de outros. Somos animais egoístas? Ou simplesmente queremos um bem que repercuta favoravelmente sobre muitos, como se fosse uma intenção boa, em detrimentos de outros?




