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Como Me Vejo Na Arte Contemporânea

A arte, antes de tudo, procura realizar uma representação. Não importando o fim, o(a) artista desenvolve seu trabalho baseando sua obra em algum ente, seja este emocional, seja este meramente a realidade concreta. No entanto, sempre existiu uma restrição quanto ao desenvolvimento individual do artista que só teve fim em um contexto inovador, um contexto pós-guerra mundial. Uma mudança de paradigma no mundo artístico. A esse novo contexto denominamos de Arte Contemporânea.

Anteriormente, a arte apresentava um caráter político ou ideológico. A forma como deveria se realizar arte sempre fora determinada por alguma escola, leia-se instituição, predominante. Percebe-se que, conforme fosse progredindo historicamente, a sociedade foi alterando parâmetros para se definir o que é e o que não é arte. Na época medieval vigorava o gótico, logo em seguida houve uma predominância do “clássico”; e assim por diante. Percebe-se, portanto, que nunca existiu uma ampla liberdade para exercer autonomias individuais. O outro sempre se viu coibido em aprender, ou utilizar, técnicas incompatíveis com seu senso de representação. Quando surgia algo inovador questionavam e, muito possivelmente, ridicularizavam.

Contudo, todo o paradigma fora alterado. Como diria Kuhn, uma revolução científica fora realizada, pois o senso comum, o senso predominante, fora alterado. Esse contexto de mudança foi realizado depois da Segunda Guerra Mundial. Diversas estruturas sofreram abalos ideológicos e científicos, a arte se encontra dentro desse grupo. A chamada Arte Contemporânea passa a existir no mundo. Não fugimos da representação, afinal a arte possui este último como pressuposto, mas a grande reviravolta foi a liberdade dada ao artista. Não há mais um vínculo que restringe o artista. Predomina-se um alto grau de individualização para a expressão artística. É dado ao indivíduo a capacidade de “criar” e “inovar”.

Em um mundo onde a tecnologia, a informação, enfim o mundo globalizado é o tema em destaque, tudo passa a se tornar uma base para a representação. Não há uma escola predominante, há a possibilidade do artista, finalmente, de exercer a sua autonomia. O ser humano, portanto, encontra-se em uma tela branca onde a elaboração do seu mundo é possível. A Arte Contemporânea abriu espaço para o crescimento do indivíduo em si e, por isso, há uma valorização do indivíduo, do particular.

Tenho que apresentar um porém. De fato, há uma maior liberdade apresentada aos artistas nos dias atuais. No contexto de mundo globalizado e célere, o artista apresenta suas obras de arte sem a necessidade de apresentar um vínculo “escolar”. Todavia, essa ampla liberdade pode suprimir o outro. Fica cada vez mais difícil de entender uma obra caso não conheçamos o artista. Com intuito de passar uma mensagem, acabamos por entender outra em um contexto diferente (as vezes é esse o objetivo). Mas quando vamos nos expor somos dados como “incompreensíveis de entender a arte…”.

Acho ridícula essa imposição de representação dado pelos outros. O artista em si não é culpado. Porém, o mundo acaba por julgar e determinar uma ideia. Sim… parece ironia. Em um plano onde deveria existir uma ampla representação, não só do artista, como também dos espectadores da obra de arte, não existe a concepção de “tolerância”. Pois, lembra muito bem as escolas em contextos históricos passados.

 
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Posted by on 18/04/2012 in Sem Explicações...

 

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Tá Virando Modinha

Nossos deputados “famosos”

Todo mundo sabe que deputado é um cargo dotado de poder legislativo, representa o povo e que qualquer pessoa pode se tornar um desses indivíduos de terninho. Não vejo os ofícios relacionados à política como algo ruim (nem todo político é totalmente corrupto). Mas, creio que profissões importantes (como deputado, senador, governador e outros) necessitem serem exercidas por gente competente (estou sendo muito utópico…). Motivo de eu estar falando sobre isso? Não sei se alguém recebeu um email falando sobre alguns candidatos nessas eleições. Eu quero ficar triste, mas não consigo! Toda vez que leio o email, na verdade, me controlo para não sorrir. Para aqueles que consideram o email como corrente: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/eleicoes_2010.htm (depois clique em “Divulgação de Candidaturas”; e procurem lá pelo cargo de deputado federal e nome ).

Para aqueles que não tiveram a sorte de receber o email cômico, irei falar um pouco sobre o conteúdo. Como disse antes, trata-se sobre os candidatos (pricipalmente deputados federais) nessas eleições. No entanto, as pessoas lá apresentadas são… são… sei lá como descrever esses indivíduos. Não sei se estão querendo aparecer, se estão cansados de não virarem motivo de gozação… Enfim, citarei apenas alguns nomes que, com certeza, pelo menos UM vocês já devem ter ouvido falar: Romario de Souza Faria (sim… o baixinho do Vasco), Franco Finato ( o Kiko do KLB), Suellem Aline Mendes Silva (WTF!?!? a mulher pêra!), entre outros de uma lista exdrúxula. Nada contra a regra de que todo mundo pode ser candidato, mas vamos parar com a baixaria. Essas pessoas estão realmente preocupadas com o futuro de nosso país? Se estão, elas se encontram capazes de exercer um cargo desses? Digo uma coisa a eles: não se candidatem! Façam pesquisas e votem em candidatos que sejam confiáveis e votem neles, pois assim irá contribuir bem mais para o Brasil… =]

Utilizam a fama como uma arma para conseguir um cargo político. E, provavelmente, 3 ou 4 irão conseguir! Por que? Porque sempre tem alguém com mente limitada capaz de votar sem pensar uma vez. Pessoas conscientes não votam em políticos porque são bonitinhos ou fizeram sucesso (eu disse que fizeram sucesso; ou seja, não fazem mais!!!). Posso até perdoar quem vota em branco. Mas, não me venha dizer que você irá votar em um candidato cujo nivel de escolaridade se encontra em: “ler e escrever”…



 
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Posted by on 15/08/2010 in E Como Anda O Brasil?

 

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Limpando A Sujeira… Ou Não?

Ficha Limpa e seus resultados

Ontem, quarta feira (dia 19), o Senado aprovou por unanimidade o projeto denominado: Ficha Limpa. Projeto proposto pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE),embora com algumas alterações). Para os desinformados, esse texto impede a candidatura de políticos condenados na Justiça, em decisões colegiadas (tribunais) . Tecnicamente, ficarão proibidas por oito anos as candidaturas desses políticos condenados. Claro que o Direito ainda dá a possibilidade de recurso.

Apesar de ser um grande marco na política brasileira, há uma certa dúvida sobre sua eficácia. Uma emenda aprovada pelo Senado foi o motivo. A alteração foi feita em algumas alíneas do texto. Foi substituída a expressão “tenham sido” por “quem forem”. Essa simples modificação deixou esta dúvida: o projeto impediria a candidatura de políticos já condenados em decisão colegiada e que estão recorrendo? (para aqueles que odeiam português: vejam como uma simples mudança de tempo verbal acarreta a vida de todos os brasileiros). Flávio Dino (PCdoB – MA) foi o que mais atuou contra essa modificação. “Não estou sendo definitivo, mas se abriu agora duas novas possíveis formas de questionamento. Quem é contra a lei poderá sim usar isso para questionar na justiça. Até porque não podemos esperar que quem for declarado inelegível vá ficar feliz”, diz o deputado.

Pelo visto o  governo brasileiro, depois de muita corrupção, decide “melhorar” o sistema político. Como podem ver o projeto ainda deixa certas brechas. Brechas estas que deixam muitos políticos, como os condenados e que se encontram no pedido de recurso, felizes demais. Porém, é um grande avanço para limpar muita sujeira da estrada que nos leva  a um melhor, e não perfeito,  sistema político…


 
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Posted by on 20/05/2010 in E Como Anda O Brasil?

 

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