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Conteúdo Away…

Laranja Mecânica


Ando sem ideias para escrever algo de bom e inovador no blog. Estou cansado de ouvir propostas e acusações políticas. Então… decidi escrever sobre a famosa “laranja mecânica” que um dos personagens do livro de Anthony Burgess  menciona. O livro tem o mesmo título que a expressão mencionada. Complicado de ler o livro… por causa da linguagem. Não pelo fato de usar uma liguagem rebuscada, mas sim por usar um vocabulário muito estranho XD. Vou contar apenas um resumo do livro antes de “filosofar” sobre a tal laranja (na minha opinião, o livro é bem melhor que o filme… sempre foi né?).

Em um contexto de violência extrema, Alex e seus “drugues” se divertem fazendo tudo o que uma gangue faz: roubando, espancando pessoas e um monte de outras coisas. No desenvolver da história, Alex é preso e submetido ao tratamento inovador da época (Ludovico). Após sair da prisão como uma pessoa recuperada (na verdade ele só deixa de fazer coisas ruins, pois quando as comete sente dor…), a personagem passa a ser vítima das pessoas que ele havia tratado mal. Esse é um resumo resumido hauahauhauah. Enfim leiam que vocês irão gostar (ou não né? cada um com sua preferencia…).

Na parte em que Alex está se divertindo, ele e seus companheiros invadem uma casa. Nela mora um escritor que escreve um livro chamado Laranja Mecânica. Uma parte do pensamento de Alex sobre o livro: “(…)Parecia ser escrito num estilo assim muito bezúmine, cheio de Ahs e Ohs e essa quel toda, mas o que parecia querer dizer era que todas as liúdes, hoje em dia, estavam sendo tranformados em máquinas e que na realidade elas eram mais um produto natural, assim como um fruto (*A Laranja). O F. Alexander parecia achar que nós todos assim crescemos no que ele chamava ÁRVORE-MUNDO, no pomar do mundo e que assim Bog ou Deus plantou e que nós estávamos nele porque Bog ou Deus precisava mitigar a sua sede de AMOR, uma quel dessas.(…)”.

Daí eu compartilho este pensamento que li em uma comunidade. As pessoas que nasciam na árvore-mundo seriam todos os indivíduos de uma sociedade. No entanto, dada a capacidade de escolha que Deus nos deu, podemos ser pessoas boas ou más. Quando alguém é bom estaria na árvore. Surge então a laranja mecância: aquela pessoa ruim que foi imposta a bondade nela. Ou seja, o indivíduo ruim seria recolocado na árvore a força. Algo que o próprio Deus não aprova, pois os frutos ruins deveriam cair dessa árvore-mundo. Eu acredito que pessoas ruins possam conviver conosco, mas a partir do ponto que elas realmente querem aceitar a bondade. Assim como no filme, impor a uma pessoa o jeito correto de agir não irá mudá-la…

 
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Posted by on 21/09/2010 in Sem Explicações...

 

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Para Lembrarmos…

Morte de José Saramago

Há três coisas que nos diferenciam dos outros animais: capacidade de rir (creio que as hienas não riem de felicidade), os polegares opositores e a certeza de que nós iremos morrer. Mesmo sabendo do nosso futuro, não nos preocupamos muito. Infelizmente, quando alguém muito importante, melhor dizendo, alguém merecedor de respeito e de admiração, morre acabamos nos sentindo mal. Não estou falando do MJ (até porque não foi muito respeitado, até mesmo pela família). Como já viram no subtópico e na foto, estou falando de um dos grandes ícones da literatura: José Saramago. Já vinha sofrendo de leucemia e de alguns problemas respiratórios (vida de 87 anos não é fácil). Claro que tem certos leigos desinformados sobre o mestre da literatura contemporânea, mas para facilitar é só lembrar do livro “Ensaio Sobre a Cegueira” (livro que tive o prazer de ler ^^).

Falar um pouco da vida dele. Nasceu em 16 de novembro de 1922, na pequena aldeia portuguesa de Azinhaga, no Ribatejo, região central do país. Mudou-se para Lisboa quando José tinha dois anos (eu acho que era com três…). Considerava-se ateu e cético, além de possuir um certo caráter pessimista. Sempre contrariava a religião católica (leiam O Evangelho Segundo Jesus Cristo) e os grandes poderes econômicos. Além de ser filiado ao partido comunista, se autodeterminando como “comunista libertário”. O autor recebeu um prêmio Nobel de Literatura e um prêmio Camões.

Amados por muitos, e claro, odiado por várias outras pessoas. Saramago nos trazia sempre questões polêmicas a serem discutidas. Abordava uma linguagem, na minha opinião, um pouco difícil de acompanhar no começo (não usa muito a pontuação). No entanto, os assuntos abordados em seus livros são ótimos para filosofar. Justamente esses livros são necessários para desenvolvermos a nossa capacidade de pensar. Coisa que certos indivíduos não desejam que isso aconteça. Basta lembrarmos de Sócrates…

 
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Posted by on 20/06/2010 in Sem Explicações...

 

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