Morte de José Saramago
Há três coisas que nos diferenciam dos outros animais: capacidade de rir (creio que as hienas não riem de felicidade), os polegares opositores e a certeza de que nós iremos morrer. Mesmo sabendo do nosso futuro, não nos preocupamos muito. Infelizmente, quando alguém muito importante, melhor dizendo, alguém merecedor de respeito e de admiração, morre acabamos nos sentindo mal. Não estou falando do MJ (até porque não foi muito respeitado, até mesmo pela família). Como já viram no subtópico e na foto, estou falando de um dos grandes ícones da literatura: José Saramago. Já vinha sofrendo de leucemia e de alguns problemas respiratórios (vida de 87 anos não é fácil). Claro que tem certos leigos desinformados sobre o mestre da literatura contemporânea, mas para facilitar é só lembrar do livro “Ensaio Sobre a Cegueira” (livro que tive o prazer de ler ^^).
Falar um pouco da vida dele. Nasceu em 16 de novembro de 1922, na pequena aldeia portuguesa de Azinhaga, no Ribatejo, região central do país. Mudou-se para Lisboa quando José tinha dois anos (eu acho que era com três…). Considerava-se ateu e cético, além de possuir um certo caráter pessimista. Sempre contrariava a religião católica (leiam O Evangelho Segundo Jesus Cristo) e os grandes poderes econômicos. Além de ser filiado ao partido comunista, se autodeterminando como “comunista libertário”. O autor recebeu um prêmio Nobel de Literatura e um prêmio Camões.
Amados por muitos, e claro, odiado por várias outras pessoas. Saramago nos trazia sempre questões polêmicas a serem discutidas. Abordava uma linguagem, na minha opinião, um pouco difícil de acompanhar no começo (não usa muito a pontuação). No entanto, os assuntos abordados em seus livros são ótimos para filosofar. Justamente esses livros são necessários para desenvolvermos a nossa capacidade de pensar. Coisa que certos indivíduos não desejam que isso aconteça. Basta lembrarmos de Sócrates…




