Demarcações Exageradas
O vasto território brasileiro é apontado como um dos pilares para o futuro de prosperidade. No entanto, percebe-se que essa terra está sendo ocupada de forma bastante excêntrica. Áreas de preservação ambiental, reservas indígenas e os quilombos já tomam conta de 77,6% de toda extensão do Brasil. Contando com as cidades, os portos, as estradas, o que resta é apenas 9,4% do território. Isso compromete, e muito, a garantia de agronegócio nacional, que é considerado um grande fator da economia. Não estou dizendo para derrubar árvores, muito menos expulsar indígenas e moradores de quilombos de suas terras. Estes últimos, no entanto, veem demonstrando uma certa dúvida quanto a demarcação de territórios.
Muitos são aqueles que auxiliam os jovens índios a conseguirem o seu espaço no cotidiano. Porém, será mesmo os habitantes de cocares, ou quilombolas, daquela região dignos de receberem a terra? Existe relatórios de que, nas últimas décadas, povos considerados extintos, há mais de 300 anos, ressucitaram (Thriller night…). Hoje em dia está muito fácil ser considerado índio ou quilombola: basta uma declaração dos integrantes e um laudo antropológico. Tá certo, mas o que tem de bom em ser índio ou quilombola? Simples. Aquisição de terra fácil e resguardada pelo Estado, além de uma série de investimentos inclusos no pacote. O mais interessante é o comportamento dos antropólogos em apresentar o laudo. Muitos deles apenas o fazem para a aquisição de dinheiro de ONG’s estrangeiras, ou até mesmo do próprio Estado! Na minha opinião, poderia aguentar a falácia desde que seja bem feita. Muitos das novas tribos realmente não souberam interpretar muito bem o papel. Alguns índios afirmam que fazem macumba, prática de seus ancestrais… Foi o cúmulo. Pois, creio que todos devem saber que a macumba, o condomblé, são ritos e tradições de origem africana! “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indígena original”, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
O Estado deve proteger os povos(urbanos, indígenas, quilombolas, etc.) que se encontram em todo território brasileiro. Com todo esse avanço do espaço agropecuário sobre terras já protegidas, é mister que se tenha uma barreira mesmo. Contudo, garantir privilégios com a invenção de povos que já não existem mais? Só com o nosso famoso “jeitinho” brasileiro…




