Guerra contra AIDS
Nessa última quinta-feira, noticiários do mundo voltaram-se a grande declaração científica da possível descoberta da vacina contra AIDS. Foi abordado na Science, revista norte-americana, resultados sobre anticorpos com potencial de combater o vírus. Não só essa, mas também jornais de grande prestígio como “The New York Times”, “Le Monde”, “El Pais”, entre outros. O vírus invade a célula de defesa do ser humano usando protéinas, a GP120 e a GP41, as quais acomplam-se as CD4, pertencentes da membrana da célula humana. Em seguida, injeta o RNA que fará,indiretamente, todo o processo reprodutivo viral na célula hospedeira. O método no qual os cientistas estão trabalhando seria o desenvolvimento de anticorpos para que estes últimos atuem na protéina GP120 inutilizando-a e assim impedindo sua ligação com a CD4. Claro que essa metodologia vem sendo testada há muito tempo, mas foi com a descoberta de anticorpos efetivos que deu ênfase nessa pesquisa.
A tecnologia humana realmente me surpreende, há ferramentas que se encontram até mesmo inacessíveis ao povo, por exemplo os satélites e armas da CIA que chegam a superar nossa imaginação. Mas assim como essas ciências, que estão restritas a um número limitado de pessoas, quem vai me garantir que essa descoberta no campo da saúde chegue a colaborar com o mundo inteiro? Essas pesquisas são produzidas nos EUA, Reino Unido, entre outros países denominados desenvolvidos, porém os resultados por lá ficarão. O continente africano, já comprovado como a região de maior indice de casos de AIDS no planeta, não será beneficiado. Claro, existem excessões que são aqueles portadores de poderio econômico-político-militar. A ciência apresenta sim suas consequências boas, mas no fundo sempre deixa algo de ruim, no entanto não muito visto e apresentado na mídia. Será essa grande revolução na medicina algo que visa a saúde no mundo inteiro? Ou séra mais uma tentativa futura do mercado tentar inovar seus produtos?



