Movimentos atuais
Assistindo tv, lendo jornais, seja qual for o meio de comunicação, observamos que estamos diante de um ano bastante conturbado. Não digo isso em função do suposto “fim do mundo”. Digo em função das diversas manifestações que estão ocorrendo no mundo inteiro. Claro, o que boa parte das pessoas sabem diz respeito às revoltas populacionais no Oriente Médio, reviravoltas econômicas na Europa (Ocidente), até mesmo a corrupção no nosso país (digo, no Brasil). No entanto, pouco se fala quando o assunto se trata de movimentos a exemplo do Occupy Wall Street.
Esses movimentos anseiam por valores que se encontram, praticamente, perdidos. Na verdade, esses valores que nos são “colocados” (democracia, liberdade, igualdade…) nunca foram postos no âmbito material. Como já tinha explicitado em um post anterior, há uma alternância entre aqueles que devem estar no poder para o “progresso”. Ou pelo menos deveria ocorrer tal alternância. O que vejo hoje é uma tentativa ridícula da manutenção do mesmo contexto. Ou seja, não há uma criação da história! Contexto este que se encontra em plena fragilização (sim… uma crítica ao capitalismo). Se me disserem que PT é diferente do PSDB… ¬¬
Durante anos, décadas, as pessoas foram sendo parcialmente satisfeitas. Esse “sistema” nos oferece o que queremos (se você puder comprar), mas diversas vezes (acredito não ser o único) pressentimos que algo está errado, que tem alguma coisa que não está certa. Não digo isso somente em relação a desigualdade sócio-econômica, mas em um contexto muito mais amplo. A dúvida se encontra até mesmo nos comportamentos dos indivíduos que observo cotidianamente. Não sei se nasci na época certa, mas diversas vezes me “impõem” o jeito “certo” de agir. Por que o diferente, a exceção deve ser alterado? Medo de se sentirem errados? Ou seria apenas o desejo de se sentirem onipotentes (já que a maioria “dita”), em uma relação eu-você, ao ponto de julgarem valores sociais?
Pode até ser que eu esteja enganado. Pode ser que o mundo deva ser assim… que estou imerso em um ambiente que não me é propício (para os biólogos: não é meu nicho ecológico =D). Mas, um motivo para que eu não me sinta “forever alone” é ver que existem pessoas por aí que protestam, sabem que o mundo de hoje, globalizado por “excelência”, não é o que parece ser (tirando o fato de que tenho minha família… acho que um dos poucos valores que conseguiram se “manter”). Talvez apelamos muito por uma busca da “não representação” do mundo (afinal, a representação do dito mundo é coisa de modernista não é?)… pois há um perigo aí… nos perdemos nas próprias elaborações não dando espaço para o outro.






