Globalização: as consequências humanas – Zygmunt Bauman
Esse post, como o outro antigo, é relacionado aos livros que li. Os posts são meus comentários acerca dos textos. Ou seja, precisam ter lido alguma coisa a respeito (o livro em si). Não coloquei um resumo, diga-se resenha, pois muitos reclamam que não possuem tempo suficiente para ler os textos imensos que gostaria de postar. Qualquer coisa faço uma resenha.
O texto do Bauman apenas reforça o que vivenciamos hoje. Percebemos sim a existência dessa grande dicotomia entre os indivíduos da sociedade consumidora. Um dos pontos mais marcantes do texto foi a própria utilização da mídia para garantir, na forma de encobrimento, a estratificação de classes em um mundo que se diz ser o mais democrático da História.
Nesse aspecto, a imposição de uma falsa verdade, com fins de manipulação, nos remete ao Poder Simbólico apresentado por Bourdieu. Poder dissimulado, oculto, que atua de forma tão abrangente devido à facilidade de aquisição de informação. Informação esta que circula de forma tão rápida que, de fato, o tempo e o espaço, como o próprio Giddens aborda, se encontram muito curtos.
Um comentário, que está mais para “achismo”, é uma comparação entre o pensamento de Bauman com do de Huxley. Este último, em seu livro The Brave New World (Admirável Mundo Novo), abrange uma visão futurística de uma sociedade. Apesar de ser fictícia, a imagem daquele tipo de sociedade extremada pode ser uma imagem da nossa realidade em um futuro não muito distante. Poderia desconfiar que Bauman leu o livro, pelo fato de utilizar várias expressões, como “admirável mundo novo” falado pelo indígena, e idéias abordadas no livro, a criação de indivíduos para continuarem a manter a dicotomia. Caso esteja errado, espero que não, podemos considerar que, de fato, o nosso mundo se encontra meio caminho andado a um futuro não tão fictício.



